Quando os assessores dizem à filha de Boris Yeltsin que “tem de depender de promessas e das falhas de outros candidatos”e que “devia começar a atacar o Zyuganov e apresentar-se como alternativa aos comunistas” demonstram claramente que a estratégia passa pelo recurso à campanha negativa. Exemplos disso são:
1. O uso de “PELOTÕES da VERDADE”.
2. Numa cena, após verem uns ex-combatentes a vender as suas medalhas para sobreviverem, George Gorton ao telefone com o colega diz: “Mas talvez as reformas de Yeltsin sejam boas para o futuro dos filhos deles?” E surge o cartaz com o slogan “Votem no Yeltsin para bem dos vossos filhos”. Esse cartaz é colocado estrategicamente à frente do sítio onde os ex-combatentes estavam.
3. O rumor sobre o facto de Zyuganov querer regressar às antigas fronteiras, à economia estatizada e à perseguição impiedosa aos reformistas. Este boato abalaria a campanha política dos comunistas e por isso Gorton diz: “Os russos são paranóicos (…) e por isso temos que divulgar a coisa como o raio, claro”. Para divulgar este facto escolhem Bill Clinton, que na sua visita, estratégica, aproveitou para elogiar o colega Yeltsin e pedir ao povo para: ter “paciência com as reformas” e “aplaudir o início da retirada da Chechénia”; ainda no seu discurso elogiou a privatização da economia e alertou os russos para o plano de Zyuganov.
4. Após uma sondagem realizada aos agricultores os Marketeers aperceberam-se que o povo ansiava por mais segurança, que “(…)se os comunistas ganham, eles matam os ricos e os ricos contratam gente para matar os comunistas. Estamos cansados de guerra"(…). Sabendo disso lançaram uma campanha televisiva onde se via imagens lúgubres dos massacres bolcheviques de 1917, e um slogan no fim a dizer: "Mantenha a Rússia segura!".
5. As últimas sondagens da campanha, publicadas num jornal, dando conta de que Boris iria perder por uma margem de 20 pontos. Quando na realidade essa sondagem deveria indicar que ganharia por 3 pontos de vantagem.


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