terça-feira, março 27, 2007

Aula 16 – Estamos perante factos ou pseudo-acontecimentos?

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Custódio Oliveira, ex-assessor de Fernando Gomes

em conversa com o Prof. João Paulo Meneses, no ISLA- Gaia.

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Custódio Oliveira deu um exemplo claro de pseudo-acontecimento aquando da polémica da construção do Shopping Cidade do Porto (Bom Sucesso).
Isto tudo aconteceu por volta de 1990, Custódio Oliveira era Assessor do Presidente da Câmara do Porto e deparou-se com uma grave crise que poderia abalar a imagem de Fernando Gomes – o “bloco de cimento” do Shopping Cidade do Porto.
Os media não paravam de criticar esta obra tornando a situação insustentável, era necessário uma solução. Como o próprio ex-Assessor disse, esta foi uma estratégia de comunicação de crise, onde foi criado um pseudo-acontecimento que tinha como finalidade desviar a atenção dos jornalistas e público para um outro caso – o do Parque da Cidade (uma vez que os media orientam a opinião pública e o público só fala dos assuntos de que falam os media).

Citação/link: “Os media interferem na actividade dos governos, marcam a agenda, colocando os políticos sobre pressão constante e obrigando-os a tratar com urgência determinadas questões (…)”Estrela Serrano

O Parque da Cidade estava em discussão devido à grande avenida que o iria atravessar, inviabilizando a possibilidade de se criar um grande Espaço Verde. Fernando Gomes aproveitou-se dessa situação para “brilhar”. O Presidente reuniu-se com várias pessoas, entre elas arquitectos onde decidiram que já não haveria uma avenida no meio do Parque, este seria sim o maior parque a ser construído na Europa. Esta decisão atraiu instantaneamente a atenção dos jornalistas que não tardaram em esquecer o assunto do Bom Sucesso.

“O Parque da cidade é filho do buraco

do Bom Sucesso”, Custódio Oliveira.


De acordo com Custódio Oliveira foram criados dezenas de actos de comunicação e chegaram a alugar um helicóptero da Força Aérea para mostrar as zonas verdes aos Jornalistas, o que a meu ver também pode ser considerado como uma estratégia para influenciar o que é escrito pelos jornalistas é chamado de “jornalismo de pacote” – selecciona-se um grupo jornalistas que acompanha o Presidente e onde “se alimentam dos mesmos relatórios das pools, dos mesmos press releases, dos mesmos discursos do candidato”. Embora se adeqúe mais às campanhas políticas eu diria que se aplica aqui porque todos os que foram naquele helicóptero tiveram a mesma visão sobre o mesmo facto, estiveram sob influência directa do Presidente e numa viagem por todos os espaços verdes acaba por “construir” uma ideia geral sobre o mesmo assunto, isto é, aqueles que ainda desconfiavam acabavam por moldar a sua opinião aos factos apresentados.

O Ex-Assessor referiu ainda que se não fosse o caso do Shopping Cidade do Porto não existiria o Parque da Cidade como hoje o conhecemos, talvez se tivesse convertido numa avenida com moradias em seu redor.

“ As estratégias de comunicação política passam, cada vez mais, pelo recurso à criação de acontecimentos destinados a atrair os jornalistas para “terrenos” em que os promotores possuem uma capacidade de controle e de influência, superior ou distinta, da estabelecida habitualmente entre fontes e jornalistas” Estrela Serrano.

terça-feira, março 20, 2007

Aula 15 - Manipulação em Marcha! ACT DE ASPAS

É constante na vida de um jornalista ser “alvo” de notícias que não se ficam por uma simples notícia envolvem muito mais. Isto é, muitas das notícias que chegam aos jornalistas foram de tal forma elaboradas para que estes não vejam a “verdadeira” notícia, o "facto-político" é exemplo disso.
Esta é a nossa realidade, ora vejamos 5 exemplos:

1. "No rescaldo da suspensão de Benny McCarthy por dois jogos, Pinto da Costa começou por acusar o Sporting de ter tentado criar um
"facto político", ou seja, esconder a derrota nas Antas com a lesão de Beto, motivada pela agressão do sul-africano.Para o presidente portista, é surreal o Sporting tentar vencer nas Antas, após vender constantemente os melhores jogadores jovens e quanto ao castigo aplicado mostra-se pouco surpreso pelas acções anteriores do Conselho de Disciplina da Liga".

2. "(...)um dos artifícios sobre o qual dispensamos alguns momentos de prosa tem a ver com a "criação do facto político". Pois é... uma "técnica" que pode servir para desviar as atenções ou preparar o terreno para algo. Ontem à noite, no programa televisivo "Prós e Contras", um ministro falou sem papas na língua sobre a (in)sustentabilidade do sistema de reformas da segurança social. Propositadamente... ou talvez não (se fosse outro ministro, não acreditava em ingenuidade), a verdade é que hoje a Segurança Social esteve na ordem do dia dos meios de comunicação social, nas diferentes campanhas presidenciais e, por arrasto (como sempre acontece), na boca do povo. Provavelmente, se tivesse ocorrido um grande desastre natural ou um atentado terrorista, as palavras do ministro tinham passado despercebidas".




3. "Na senda dos Verdes, que oportuna e inteligentemente questionaram a legitimidade de Nobre Guedes para ser ministro, Francisco Louçã tentou hoje criar um "facto político" por ter descoberto que um secretário de Estado veio directamente do mundo privado para o Governo. Mas fez mal. «Já tínhamos um ministro do Grupo Mello, agora temos um secretário de Estado da Associação Nacional de Farmácias». E então? Teremos de ter governantes vindos do desemprego? Têm de ser todos académicos? Ou terão de ser políticos carreiristas que nunca provaram nada no mundo real? Não tem cabimento. O mais engraçado é que até o líder parlamentar do PCP, velho amigo da «democracia» da Coreia do Norte, se lembrou de dizer que o que importa é «a ética política». Como é evidente".



4. "
Agora, este incidente, ou este acontecimento, ou este "facto político", que certamente terá em termos mediáticos apagado por exemplo a infâmia do Aveiro-Basket e ou outras coisas que tais. Eu queria lembrar ao senhor presidente uma coisa: é que quando corre bem, para a câmara e para o senhor presidente é muito bom – e tem uma grande capacidade - quando corre mal, todos temos que nos mexer, todos temos que andar, todos temos de trabalhar!?"

5. “ Um outro facto, ao invés, mereceu uma atenção mediática inversamente proporcional à sua mais valia nacional. Ao atacar Maria José Morgado, Paulo Portas visou criar um "facto político"com dois objectivos dar corpo ao levantamento interno contra Ribeiro e Castro, provando que com o estalar de um dedo consegue fazer virar para si todos holofotes; dar continuidade à sua antiga urticária contra uma mulher afastada do combate ao crime durante os tempos em que co-governava (?) o país. O ataque nada tinha, portanto, a ver com o que era enunciado já que Portas bem sabe que a cidadania ainda não morreu e nem só quem colabora com o CDS tem direito ao bom nome em Portugal.” Honório, Novo, Deputado , do PCP


Aula 14 - Consultora de Comunicação

Público-alvo: Todos os habitantes de Nogueira (perto de Bragança)

Ideias-Chave: O Homem por detrás de tanto sucesso
Finalmente vamos conhecer o Homem que está a enfrentar a McDonalds
Quando um sonho se torna realidade

Meios: Divulgar em todos os jornais da terra uma notícia onde dá conta de como alcançou o sucesso.
Criar um site prórpio na Internet
Durante um mês dar a possibilidade a todos os que desejarem conhecer o interior das suas lojas.