sábado, novembro 25, 2006
Aula 6 - Uma Empresa de RP (ACT)
http://br.geocities.com/blondguita
domingo, novembro 19, 2006
Aula 5 – RP no limiar da Publicidade (ACT da citação)
Mini-definição para contextualizar:
- Publicidade é a arte de exercer uma acção psicológica sobre o público com fins comerciais ou políticos.
- O Relações Públicas planeja, executa e avalia as políticas de relacionamento da instituição, de maneira ética e estratégica, com todos os segmentos sociais, dando suporte para que ela se adapte num ambiente de constante transformação (definição retirada da WIKIPEDIA).
A Publicidade, peca por ser directa, afirmativa e impositiva, é um meio usado por muitas empresas para ajudar a divulgar e a manter uma marca, no entanto, embora se gastem milhares de euros a desenvolver campanhas publicitárias a sua eficácia não é igual à de Relações Públicas, tem a vantagem de que os milhares gastos vêm resultados de forma mais eficaz cujo grande trunfo se baseia no conceito de intermediação. As Relações Públicas começam por construir a marca, a publicidade vem depois.
Citação/link: “A boa criatividade é aquela que é usada com sabedoria.”
Dir-se-á que a publicidade que vemos todos os dias nas nossas televisões, outdoors, paragens autocarro, etc. é tanta que até cansa, de facto se perguntarmos na rua muitas pessoas não se recordam do que viram. A informação é em demasia e pouco inovadora.Dar a conhecer uma marca através dos RP é muitas vezes preferível porque é memorável, quem não sabe que o Pierce Brosnan veio a Portugal fazer publicidade à cerveja Sagres Bohemia ou que a Fátima Lopes veste a Selecção Portuguesa. No entanto nem todos os produtos podem ser publicitados através de um RP, isto porque a informação depende da avaliação de um jornalista (intermediário) que filtra e decide se interessa ou não ser noticiado. A mensagem precisa de ter valor mediático para aparecer nos Órgãos de Comunicação Social.
Fica a pergunta: É possível construir uma marca bem conhecida num curto período de tempo sem nenhuma publicidade?
Para responder a esta pergunta recorro ao exemplo da marca Segway (é a marca de um meio de transporte parecido com uma moto, mas em que o transportado viaja em pé agarrado ao guiador como se tratasse de uma trotineta – RIES, Al e RIES, Laura, A queda da publicidade e a ascensão das relações públicas, Editorial Notícias, Lisboa, 2002, p.101) que construiu a marca sem recorrer à publicidade, apenas usava técnicas de RP.

Este caso demonstra a habilidade de Burson-Marsteller de criar um frenesim nos meios de comunicação social. A informação foi “libertada” para os media de forma controlada de modo a suscitar o interesse e criar suspense sobre um produto que ainda não foi lançado. A Segway foi lançada um ano após muita especulação sobre o que seria esse produto iniciada no 2000, quando foi noticiado que um contrato de 250 000 dólares sem revelar qual a criação. Tornou-se um desafio controlar os media, consumidores e expectativas comerciais enquanto posicionavam o novo produto.
O lançamento foi engendrado em 4 etapas:
- Alinhamento dos parceiros comerciais da Segway, clientes e advogados para orquestrar o posicionamento e seus papeis no lançamento; isto estabeleceu o posicionamento comercial do producto.
- A revelação selectiva aos 3 maiores órgãos de comunicação “Good Morning America”, “The New York Times” and “Time Magazine” – sob um embargo estrito para assegurar que o dia de lançamento é simultâneo.
- Revelar em massa, foto/vídeo e lançamento global, via satélite, da notícia em vídeo (Vídeo News Release) para anunciar o produto ao público.
- Marcar o acontecimento para a vida – suscitar uma catapulta de perguntas curiosas por parte dos media.
A equipa de Burson-Marsteller geriu um programa bem sucedido que recolheu mais de 1.1 bilião de impressões nos órgãos de comunicação social. Quando a Segway foi finalmente lançada os média tornaram-se balísticos. Dean Kamen começou o dia no Good Morning América, ABC, e deu entrevista atrás de entrevista sobre o produto. A grande maioria das estações locais referiu este produto e apareceu nos telejornais de canais como: CNN, CBS, NBC. A sua popularidade também chegou à Internet que esteve no topo dos produtos mais pesquisados e ainda surgiram grandes peças sobre a Segway em grande parte dos diários.
Por cá a Segway teve a atenção do canal televisivo SIC. A segunda geração Segway foi apresentada no Jornal da Noite da SIC, um trabalho elaborado pelo Jornalista Lourenço Medeiros, que mostrou de uma forma muito profissional, fiel e exaustiva todos os detalhes sobre o Segway da segunda geração.
domingo, novembro 12, 2006
Aula 4 - Ser ou Não Ser Relações Públicas (ACT LINKS)
“O profissional de Relações Públicas actua em conjunto com equipas de edição e jornalismo, na medida em que os veículos de comunicação são importantes ferramentas de apoio, ao mesmo tempo em que eventos de relações públicas podem servir de fonte primária para a actividade jornalística.” Torquato ACT
Definição : Não existe uma definição conceptual entre os autores que se referem a este conceito,( por Margareth Michel, Cristina Geraldes da Porciúncula). Esta actividade está orientada para conseguir a credibilidade e confiança dos públicos, mediante negociações pessoais, utilizando, em tempo oportuno, diversas técnicas de difusão e divulgação, visando as pessoas e as organizações para potenciar as suas atitudes e acções. O departamento de relações públicas empresariais representa um papel importante na direcção da empresa, sendo a sua função manter as adequadas relações de uma organização, empresa, holding ou agremiação, com os seus vários públicos, para viabilizar e lograr os objectivos previamente fixados, o que torna indispensável a utilização de técnicas de marketing e gestão de empresas, sabiamente combinadas coma as relações públicas – CABRERO, José E CABRERO, Mário, O Livro de ouro das relações públicas, Porto Editora, pág 20.
"As relações públicas são a aplicação de todas as formas de comunicação planificadas dentro e fora, entre uma organização e o seu público, com a finalidade de atingir objectivos específicos, no que respeita ao entendimento público" - Garcia, Manuel M., As Relações Públicas - a diplomacia e a imagem nas Relações Públicas, Editorial Estampa, 1999, p. 71.
Uma empresa precisa de zelar pela sua imagem para assim triunfar financeiramente desse modo é comum as empresas investirem em empresas que tratem disso por elas, as de relações públicas. Resguardar e melhorar a imagem pública de uma empresa ou instituição é uma tarefa para o profissional de Relações Públicas, ou RP, como é mais conhecido. Existem inúmeras formas de que uma empresa dispões para veicular a sua imagem e influenciar os seus públicos. Os principais modos são: contactos pessoais (reuniões, encontros,…); eventos (colóquios, concursos, conferências de imprensa, galas e festas, organização de feiras e certames…), (ver foto), publicações (relatório anual, revistas, jornal,…); patrocínios; mecenato (apoio financeiro a manifestações de carácter cultural, que podem inclusive ser abrangidas por incentivos fiscais); actividades de serviço público (acções de protecção do ambiente, ecologia, causas sociais,…). No nosso país, muitas multinacionais já recorrem com grande regularidade aos serviços das 20 empresas associadas à APECOM (Associação Portuguesa de Empresas de Comunicação) e outras pequenas empresas.Assim sendo “o plano de Relações Públicas visa estruturar os diversos elementos necessários para desenvolver uma estratégia de Relações Públicas eficaz, que responda aos objectivos pretendidos pela empresa” – LINDON, Denis, DIONÍSIO, Pedro, e outros, Mercator, Publicações Dom Quixote, 2000, 9ª ed, p.359.
Este plano é elaborado de forma interactiva e se necessário pode-se corrigir o plano ou adir informação relevante. Permite à empresa criar uma base de informação útil de forma a codificá-la e a definir uma mensagem consistente para comunicar dentro e fora da empresa.
Exemplo: “A Mcdonald’s, uma das marcas mais conhecidas do mundo, durante os primeiros 10 anos de vida, de 1995 a 1965, desenvolveu toda a sua reputação apenas com a ajuda de uma agência de Relações Públicas, com a qual aliás continua a trabalhar, somente tendo passado a trabalhar com uma agência de publicidade quando conseguiu ter uma verdadeira cobertura nacional nos Estados Unidos”. LINDON, Denis, DIONÍSIO, Pedro, e outros, Mercator, Publicações Dom Quixote, 2000, 9ª ed, p.346.
No entanto em Portugal ainda se associa, erroneamente, um relações públicas a um organizador de festas (relações pessoais/sociais), “o refúgio de certos ‘espécimes’ sociais, tais como as chamadas ‘senhoras de boas famílias’ que desejavam ocupar algumas horas de ócio num trabalho que não fosse muito pesado, ou antigas estrelas de desporto e reformados de altos cargos públicos ao altas patentes das forçar armadas na reserva, que, por pertencerem aos quadros de uma empresa, supostamente ajudam a realçar o prestígio desta” – LAMPREIA, J., Técnicas de Comunicação, p. 94. Se repararmos bem, hoje em dia, todas as discotecas têm os eu ‘R.P.’ (local onde melhor se evidencia esta deturpação do real conceito de relações públicas) que são meros apresentadores de televisão, ex-concorrentes de reality shows e pessoas da ‘high-society’ que pouco ou nada sabem sobre o que é realmente ser Relações Públicas, são este que deturpam diariamente este conceito deixando mal vistos os verdadeiros profissionais, o nome de relações públicas chegou a ser pejorativo, designado o empregado sem qualificações, o “tapa-buracos” da empresa. Para ajudar a distinguir, um profissional de um amador, as empresas de relações públicas modificaram o nome, passando o departamento a chamar-se de relações exteriores, der relações externas ou de informação.
A telepac criou os troféus JetNet para galardoar os melhores sítios da Web. Os troféus são entregues numa gala à qual figuras públicas garantem uma grande viablidade.
Links consultados:
http://www.rp-bahia.com.br/revista/edicao5/especial.htm
http://relacoespublicassemcroquete.blogspot.com/2006_07_01_relacoespublicassemcroquete_archive.html
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