domingo, dezembro 17, 2006

Aula 9 - Sábia decisão de Aznar ou talvez não! ACT


A 11 de Março de 2004 o partido de Aznar viu-se no meio de uma crise que colocaria a sua re-eleição em risco. Esta data ficou marcada pelos atentados ocorridos nas estações madrilenas. Tendo em conta os acontecimentos iniciou uma campanha de gestão de crise, divulgando para todo o país que o autor deste acidente era a ETA e não a Al-Qaeda. No entanto não conseguiu minimizar os estragos e acabou por perder as eleições para Zapatero. (ACT)



Verifiquei em alguns sites que li que as pessoas têm a noção que Aznar cometeu o “erro” de acusar a ETA antes de tomar conhecimento de todos os dados disponíveis e que mal teve acesso a esses dados veio desmentir a acusação face à ETA. Será? Vamos ter em atenção os seguintes factos:

-A campanha eleitoral do PP centrava-se numa espécie de nacionalismo espanhol centrista e uma luta contra os diferentes nacionalismos autónomos, tais como a ETA.
- Aznar apoiava, sem o apoio dos espanhóis, George W. Bush na sua campanha anti-Al-Qaeda e de luta contra o terrorismo.

Se pensarmos bem seria melhor para a sua campanha atribuir o crime à ETA ou admitir a possibilidade de que este atentado seja fruto da ligação do PP com os EUA?
Se todos acreditassem que a culpa dos atentados era de Al-Qaeda o governo de Aznar sairia enfraquecido devido à sua política de aproximação com Washington. O povo espanhol culparia indirectamente Aznar e o PP pelo sucedido.
A catástrofe seria ainda maior pois fortaleceria os socialistas, que sempre foram contra esta aproximação de Espanha e EUA e não aprovavam o combate anti-terrorista levado a cabo pela Casa Branca. Culpar a ETA era o caminho mais fácil pois esta era uma ameaça que Aznar sempre dizia ser necessário combater.
Tendo sempre em mente que tragédias deste tipo costumam beneficiar quem está no poder a decisão foi sábia porque iria dar razão às suas decisões de nunca ficar de braços cruzados perante a escalada do terrorismo, e nada melhor que um atentado de grande envergadura para dar consistência à tese.


O problema desta decisão encabeçada pelo dirigente do partido PP é que não resolveu de todo a crise. De facto conseguiu controlar as notícias que estavam a ser publicadas em Espanha mas não no resto do mundo.
As mensagens via telemóvel, e-mail e muitos blogs davam conta de que os verdadeiros autores dos atentados de Madrid eram a AlQaeda. Aznar continuava a insistir na ETA até que esta faz saber através de um comunicado que não era a autora e por outro lado a AlQaeda dá-se como autora dos atentados. Face isto os espanhóis vêm-se enganados e, embora as últimas sondagens dessem o PP como vencedor eleitoral, elegem o PSOE de Zapatero. (ACT)

Links Consultados: (ACT)

http://intermezzo-weblog.blogspot.com/2004/06/redes-autnomas-de-comunicao-ainda-que.html

http://dn.sapo.pt/2004/11/29/internacional/comissao_sobre_o_de_marco_ouvir_jose.html

http://www.ujs.org.br/2006/mar/20mar_10.asp

http://www.infojus.com.br/webnews/noticia.php?id_noticia=2123&

http://www.lainsignia.org/2004/abril/ibe_016.htm

http://clipping.planejamento.gov.br/Noticias.asp?NOTCod=110721

quinta-feira, dezembro 14, 2006

Aula 8 - Press Release

Aqui está o site que criei para o Press Release:

http://br.geocities.com/blondguita/pressrelease.html?1166108874294

...

terça-feira, dezembro 05, 2006

Aula 7 - Jornalismo vs Assessoria ou Informação vs "Disparate" ACTII



A
assessoria tem como principal objectivo transmitir (intermediar) a mensagem da empresa/pessoa para o jornalista.
Alguns pesquisadores entendem que os interesses entre jornalistas e assessores são inconciliáveis e os colocam em campos opostos – Jornalistas e assessores possuem funções e interesses distintos na sociedade e ocupam lugares opostos dentro do processo de produção da notícia. Outros acreditam na convivência pacífica ou mesmo na confluência de interesses entre as identidades por meio de um processo de hibridação das profissões de assessor e jornalista – Jornalistas e assessores estão dentro de um mesmo processo produtivo noticiosa e compartilham de valores e interesses comuns. ACT

Citação/link: As agências e os assessores são, também, bloqueio à informação (…) o seu objectivo é maximizar a informação positiva e minimizar a negativa (…)” - Vitor Gonçalves, jornalista da RTP. ACT

A difícil relação entre Assessor e Jornalista prende-se com o facto de que os assessores tentam de tudo para conseguir fazer passar a sua mensagem para os órgãos de comunicação, recorrendo muitas vezes a meios escusos que só fazem aumentar o conflito entre ambos. “Eles se valem de estratégias sofisticadas e de muita verba para levar material de imprensa a jornalistas, para que eles o ‘comprem’, isto é, o desenvolvam e publiquem” (Marcondes Filho, Ciro. Comunicação & Jornalismo - A Saga dos Cães Perdidos. São Paulo, Hacker Editores, 2000.).

“…o assessor de imprensa só é responsável pela verdade na medida em que esta se harmoniza com a concepção que o empregador tem dos próprios interesses” (Walter Lippmann ‘Esterótipos’ e ‘A natureza da notícia’. In
STEINBERG (Org.) Meios de Comunicação de Massa. São Paulo,Cultrix, 1970 pp. 149-159 e 186-198)

O confronto entre jornalista e assessor é prejudicial à midia, à sociedade e à própria classe. O jornalista precisa constantemente de um ror de informação que possa servir de auxílio para a cobertura de um evento, os assessores garantem essa informação e facilitam o acesso ao assessorado. Pode-se dizer que o jornalista já não detém o monopólio de produção de informação que passa a ser mediada por outras instituições."As assessorias representam um interesse. Nem sempre esse interesse é espúrio. Há factos noticiosos que passam pelas mãos dos assessores. Depender unicamente desses factos, ou tornar assessores fontes permanentes de informação, isso é uma deformação profissional. Rejeitar ideologicamente as assessorias (que são um fenómeno típico do capitalismo) é besteira. Elas existem, estão aí. Cumpre saber lidar com elas sem se vender.", diz JB Medeiros.

Importa, finalmente, lembrar que é do direito do público a uma informação isenta, rigorosa e independente que procede o conjunto dos deveres e dos direitos do jornalista. Estrela Serrano


O caso que se segue explica bem este conflito:

Governo espanhol tentou manipular media -Falta de transparência na gestão de informação sobre os atentados por parte do governo terá prejudicado PP nas eleições de domingo.


Os meios de comunicação social espanhóis sentiram-se usados pelo governo. O executivo de José Maria Aznar insistiu na hipótese dos atentados serem da autoria da ETA. Os media e a população condenam a pressão exercida pelo governo(...). Richard Charles Zimler, professor na Universidade do Porto recorda que sempre houve “um conflito entre o que o governo quer que se saiba e o que a imprensa quer divulgar” mas diz que é “a favor da publicação de 100% das informações” (...).

O governo insistiu na hipotese ETA junto dos media

Quinta-feira, Aznar terá confirmado ao “El Periodico” a autoria dos atentados como sendo da ETA. Segundo, António Franco, o director daquele jornal espanhol (citado pelo Diário de Notícias), Aznar assegurou: “Não podes ter qualquer dúvida, foi a ETA”. O “El Periodico” saiu com a manchete “O 11-M da ETA”. António Franco disse ao DN estar “convencido de que o presidente do governo do meu país era incapaz, em exercicio do seu cargo, de me dar garantias sobre um assunto sem delas ter a certeza”. Mais tarde, Aznar pediu desculpas ao jornal mas a manchete já estava nas bancas.Richard Zimler diz que “os ministros espanhóis desde o inicio colocaram a hipotese da Eta como a mais forte” (...).

Censura Interna. Comité da EFE pede demissão do director

Os jornalistas da agência EFE souberam, na manhã dos atentados, da existência de um telemóvel com as configurações em árabe, do resgate de uma carrinha em Alcala de Henares e que um dos mortos era um dos terroristas que perpetraram o atentado. Mas a difusão de informações sobre a eventual ligação dos atentados ao terrorismo radical islâmico foi proibida. Os jornalistas exigem a demissão do director de informação da EFE, Miguel Platón, que terá estado na origem da censura. De acordo com o
El Mundo, aos jornalistas também terá sido proibida a difusão de declarações dos líderes da oposição política espanhola. A direcção da cadeia pública espanhola escuda-se no facto de sempre ter difundido informação proveniente de fontes oficiais. Ainda segundo o El Mundo, a EFE acusa os jornalistas de difamação e pediu já o apoio à Associação de Imprensa de Madrid.


Links consultados:

sábado, novembro 25, 2006

Aula 6 - Uma Empresa de RP (ACT)

Após muito trabalho, ainda para mais é a primeira vez que faço uma página web, eis o site:

http://br.geocities.com/blondguita

domingo, novembro 19, 2006

Aula 5 – RP no limiar da Publicidade (ACT da citação)


Mini-definição para contextualizar:

- Publicidade é a arte de exercer uma acção psicológica sobre o público com fins comerciais ou políticos.
- O Relações Públicas planeja, executa e avalia as políticas de relacionamento da instituição, de maneira ética e estratégica, com todos os segmentos sociais, dando suporte para que ela se adapte num ambiente de constante transformação (definição retirada da WIKIPEDIA)
.

A Publicidade, peca por ser directa, afirmativa e impositiva, é um meio usado por muitas empresas para ajudar a divulgar e a manter uma marca, no entanto, embora se gastem milhares de euros a desenvolver campanhas publicitárias a sua eficácia não é igual à de Relações Públicas, tem a vantagem de que os milhares gastos vêm resultados de forma mais eficaz cujo grande trunfo se baseia no conceito de intermediação. As Relações Públicas começam por construir a marca, a publicidade vem depois.


Citação/link: “A boa criatividade é aquela que é usada com sabedoria.”


Dir-se-á que a publicidade que vemos todos os dias nas nossas televisões, outdoors, paragens autocarro, etc. é tanta que até cansa, de facto se perguntarmos na rua muitas pessoas não se recordam do que viram. A informação é em demasia e pouco inovadora.
Dar a conhecer uma marca através dos RP é muitas vezes preferível porque é memorável, quem não sabe que o Pierce Brosnan veio a Portugal fazer publicidade à cerveja Sagres Bohemia ou que a Fátima Lopes veste a Selecção Portuguesa. No entanto nem todos os produtos podem ser publicitados através de um RP, isto porque a informação depende da avaliação de um jornalista (intermediário) que filtra e decide se interessa ou não ser noticiado. A mensagem precisa de ter valor mediático para aparecer nos Órgãos de Comunicação Social.


Vivemos na era da inovação e do desenvolvimento.
A sociedade muda a cada dia que passa. Os processos e métodos de trabalho renovam-se diariamente. As relações públicas não são excepção.

Fica a pergunta: É possível construir uma marca bem conhecida num curto período de tempo sem nenhuma publicidade?

Para responder a esta pergunta recorro ao exemplo da marca Segway (é a marca de um meio de transporte parecido com uma moto, mas em que o transportado viaja em pé agarrado ao guiador como se tratasse de uma trotineta – RIES, Al e RIES, Laura, A queda da publicidade e a ascensão das relações públicas, Editorial Notícias, Lisboa, 2002, p.101) que construiu a marca sem recorrer à publicidade, apenas usava técnicas de RP.



Este caso demonstra a habilidade de Burson-Marsteller de criar um frenesim nos meios de comunicação social. A informação foi “libertada” para os media de forma controlada de modo a suscitar o interesse e criar suspense sobre um produto que ainda não foi lançado. A Segway foi lançada um ano após muita especulação sobre o que seria esse produto iniciada no 2000, quando foi noticiado que um contrato de 250 000 dólares sem revelar qual a criação. Tornou-se um desafio controlar os media, consumidores e expectativas comerciais enquanto posicionavam o novo produto.

O lançamento foi engendrado em 4 etapas:

- Alinhamento dos parceiros comerciais da Segway, clientes e advogados para orquestrar o posicionamento e seus papeis no lançamento; isto estabeleceu o posicionamento comercial do producto.
- A revelação selectiva aos 3 maiores órgãos de comunicação “Good Morning America”, “The New York Times” and “Time Magazine” – sob um embargo estrito para assegurar que o dia de lançamento é simultâneo.
- Revelar em massa, foto/vídeo e lançamento global, via satélite, da notícia em vídeo (Vídeo News Release) para anunciar o produto ao público.
- Marcar o acontecimento para a vida – suscitar uma catapulta de perguntas curiosas por parte dos media.

A equipa de Burson-Marsteller geriu um programa bem sucedido que recolheu mais de 1.1 bilião de impressões nos órgãos de comunicação social. Quando a Segway foi finalmente lançada os média tornaram-se balísticos. Dean Kamen começou o dia no Good Morning América, ABC, e deu entrevista atrás de entrevista sobre o produto. A grande maioria das estações locais referiu este produto e apareceu nos telejornais de canais como: CNN, CBS, NBC. A sua popularidade também chegou à Internet que esteve no topo dos produtos mais pesquisados e ainda surgiram grandes peças sobre a Segway em grande parte dos diários.

Por cá a Segway teve a atenção do canal televisivo SIC. A segunda geração Segway foi apresentada no Jornal da Noite da SIC, um trabalho elaborado pelo Jornalista Lourenço Medeiros, que mostrou de uma forma muito profissional, fiel e exaustiva todos os detalhes sobre o Segway da segunda geração.

domingo, novembro 12, 2006

Aula 4 - Ser ou Não Ser Relações Públicas (ACT LINKS)

O Marketing é uma ciência com várias ferramentas, uma delas é Relações Públicas. Como a mensagem tem ainda mais credibilidade quando transmitida pelos Órgãos de Comunicação Social, a função do RP é estabelecer a ponte entre a entidade que tem a mensagem/um objectivo e o jornalista.

“O profissional de Relações Públicas actua em conjunto com equipas de edição e jornalismo, na medida em que os veículos de comunicação são importantes ferramentas de apoio, ao mesmo tempo em que eventos de relações públicas podem servir de fonte primária para a actividade jornalística.” Torquato ACT


Definição : Não existe uma definição conceptual entre os autores que se referem a este conceito,( por Margareth Michel, Cristina Geraldes da Porciúncula). Esta actividade está orientada para conseguir a credibilidade e confiança dos públicos, mediante negociações pessoais, utilizando, em tempo oportuno, diversas técnicas de difusão e divulgação, visando as pessoas e as organizações para potenciar as suas atitudes e acções. O departamento de relações públicas empresariais representa um papel importante na direcção da empresa, sendo a sua função manter as adequadas relações de uma organização, empresa, holding ou agremiação, com os seus vários públicos, para viabilizar e lograr os objectivos previamente fixados, o que torna indispensável a utilização de técnicas de marketing e gestão de empresas, sabiamente combinadas coma as relações públicas – CABRERO, José E CABRERO, Mário, O Livro de ouro das relações públicas, Porto Editora, pág 20.

"As relações públicas são a aplicação de todas as formas de comunicação planificadas dentro e fora, entre uma organização e o seu público, com a finalidade de atingir objectivos específicos, no que respeita ao entendimento público" - Garcia, Manuel M., As Relações Públicas - a diplomacia e a imagem nas Relações Públicas, Editorial Estampa, 1999, p. 71.

Uma empresa precisa de zelar pela sua imagem para assim triunfar financeiramente desse modo é comum as empresas investirem em empresas que tratem disso por elas, as de relações públicas. Resguardar e melhorar a imagem pública de uma empresa ou instituição é uma tarefa para o profissional de Relações Públicas, ou RP, como é mais conhecido. Existem inúmeras formas de que uma empresa dispões para veicular a sua imagem e influenciar os seus públicos. Os principais modos são: contactos pessoais (reuniões, encontros,…); eventos (colóquios, concursos, conferências de imprensa, galas e festas, organização de feiras e certames…), (ver foto), publicações (relatório anual, revistas, jornal,…); patrocínios; mecenato (apoio financeiro a manifestações de carácter cultural, que podem inclusive ser abrangidas por incentivos fiscais); actividades de serviço público (acções de protecção do ambiente, ecologia, causas sociais,…). No nosso país, muitas multinacionais já recorrem com grande regularidade aos serviços das 20 empresas associadas à APECOM (Associação Portuguesa de Empresas de Comunicação) e outras pequenas empresas.Assim sendo “o plano de Relações Públicas visa estruturar os diversos elementos necessários para desenvolver uma estratégia de Relações Públicas eficaz, que responda aos objectivos pretendidos pela empresa” – LINDON, Denis, DIONÍSIO, Pedro, e outros, Mercator, Publicações Dom Quixote, 2000, 9ª ed, p.359.

Uma metodologia aplicável para um plano de RP é:

1. Caracterizar o ambiente de negócios;
2. Identificar objectivos – de negócios, de comunicação, de RP (e estabelecer critérios e parâmetros de avaliação para esse objectivos);
3. Públicos-Alvo – identificá-los, classificá-los (consoante a sua relevância para a empresa e consoante os objectivos atrás definidos), caracterizá-los (no que diz respeito aos seus mecanismos de funcionamento, aos canais de informação que utilizam e privilegiam, aos seus valores, objectivos meios e decisores, e caracterizá-los, quanto à sua posição relativa face à empresa)
4. Definir eixos de comunicação e as principais mensagens de acordo com os objectivos e com os públicos identificados e suas características;
5. Definir acções;
6. Seleccionar os meios com base em toda a informação recolhida;
7. Calendarizar e orçamentar acções;
8. Implementar;
9. Avaliar.

Este plano é elaborado de forma interactiva e se necessário pode-se corrigir o plano ou adir informação relevante. Permite à empresa criar uma base de informação útil de forma a codificá-la e a definir uma mensagem consistente para comunicar dentro e fora da empresa.

Citação/link: “Relações Públicas é entendida como uma actividade de administração estratégica dos contactos e do relacionamento entre uma organização e os diferentes públicos que a constituem ou com ela se relacionam e interagem”

Exemplo: “A Mcdonald’s, uma das marcas mais conhecidas do mundo, durante os primeiros 10 anos de vida, de 1995 a 1965, desenvolveu toda a sua reputação apenas com a ajuda de uma agência de Relações Públicas, com a qual aliás continua a trabalhar, somente tendo passado a trabalhar com uma agência de publicidade quando conseguiu ter uma verdadeira cobertura nacional nos Estados Unidos”. LINDON, Denis, DIONÍSIO, Pedro, e outros, Mercator, Publicações Dom Quixote, 2000, 9ª ed, p.346.

No entanto em Portugal ainda se associa, erroneamente, um relações públicas a um organizador de festas (relações pessoais/sociais), “o refúgio de certos ‘espécimes’ sociais, tais como as chamadas ‘senhoras de boas famílias’ que desejavam ocupar algumas horas de ócio num trabalho que não fosse muito pesado, ou antigas estrelas de desporto e reformados de altos cargos públicos ao altas patentes das forçar armadas na reserva, que, por pertencerem aos quadros de uma empresa, supostamente ajudam a realçar o prestígio desta” – LAMPREIA, J., Técnicas de Comunicação, p. 94.
Se repararmos bem, hoje em dia, todas as discotecas têm os eu ‘R.P.’ (local onde melhor se evidencia esta deturpação do real conceito de relações públicas) que são meros apresentadores de televisão, ex-concorrentes de reality shows e pessoas da ‘high-society’ que pouco ou nada sabem sobre o que é realmente ser Relações Públicas, são este que deturpam diariamente este conceito deixando mal vistos os verdadeiros profissionais, o nome de relações públicas chegou a ser pejorativo, designado o empregado sem qualificações, o “tapa-buracos” da empresa. Para ajudar a distinguir, um profissional de um amador, as empresas de relações públicas modificaram o nome, passando o departamento a chamar-se de relações exteriores, der relações externas ou de informação.



A telepac criou os troféus JetNet para galardoar os melhores sítios da Web. Os troféus são entregues numa gala à qual figuras públicas garantem uma grande viablidade.

Links consultados:

http://www.rp-bahia.com.br/revista/edicao5/especial.htm

http://relacoespublicassemcroquete.blogspot.com/2006_07_01_relacoespublicassemcroquete_archive.html

sexta-feira, outubro 27, 2006

Aula 3 - O Marketing onde menos se espera! ACT Citação

Marketing, hoje em dia, é tudo aquilo que construímos para se obter um satisfatório relacionamento a longo prazo do tipo ganha-ganha no qual indivíduos e grupos obtêm o desejado. É basicamente o desenvolvimento de relações. Surgiu para colmatar as necessidades de mercado embora não se limite somente aos bens de consumo, é também usado com frequência na venda de ideias e programas sociais. Os produtos são uma consequência das necessidades, demandas e desejos, uma vez que o seu consumo tem uma ligação directa com tudo isso. O marketing não é uma função e sim uma forma de fazer negócios, e não está restrita a um departamento.

Citação/link :"Conquistar posições singulares no mercado", esta capacidade é uma força poderosa em marketing".

O Marketing é aplicado no nosso dia-a-dia e em todos os sistemas políticos mesmo sem nos apercebermos, desde o carro que conduzimos, as roupas que usamos e até o computador que estamos a usar neste momento.
Alguns exemplos onde se vê que “Ele” está por toda a parte:

  • No supermercado – compre 3 e leve 1 grátis
  • Os pacotes promocionais nos spas
  • A coca-cola é sinónimo de alegria, jovialidade
  • Quem conduz um Audi é uma pessoa bem sucedida
  • A nike torna-nos competitivos e vencedores
  • Amostras de cereais nas caixas de correios
  • Os concursos de rádio
  • A Harley Davidson é a maior tradução da liberdade

Toda a marca de produto visa divulgar uma crença, razões conscientes ou não para se fazer uma opção ou de escolha. Por exemplo, em relação ao vestuário é preciso inovar na estratégia de marketing pois os portugueses continuam a ter por hábito comprar produtos de marca oriunda de outros mercados em detrimento às portuguesas. Eduarda Abbondanza, directora da Associação da ModaLisboa diz que “a explicação reside na comunicação – muito mais forte e agressiva por parte de marcas estrangeiras-, no marketing e no conhecimento que se tem dos mercados” (in Marketeer nº 87, Outubro de 2003, pps.82 – Inovar o Design). O director-geral da ATP (Associação Têxtil e Vestuário de Portugal) partilha da mesma opinião e diz mesmo que “não tem havido estratégias muito coerentes, coordenadas ou consistentes para comunicar o sector ao mercado” (in Marketeer).

Para muitos responsáveis o marketing e a publicidade serão a expressão futura de uma profunda mudança de perfil de muitas empresas portuguesas do sector, apostando na moda, nas marcas e na distribuição. Em Portugal a moda adopta a estratégia do endorsement – a colagem da marca a determinada ou determinadas figuras públicas que representem o ideal para o segmento de consumidores atingir. Para António Tenente, estilista, “o endorsement poderá não ser fundamental para a implementação de uma marca, mas pode ser uma enorme ajuda”. Este tipo de estratégias influencia o consumidor sem que este se aperceba, muitas vezes utilizam o actor de uma novela, cuja personagem teve grande impacto na sociedade, para assim fazer vender a sua marca. Isto é puro marketing!

Citação/Link: "Um belo trabalho de propaganda ajuda a vender um produto ou até mesmo um candidato".

As igrejas, universidades são também envolvidas no marketing. Aliado ao marketing está o assessor mediático ou de imprensa, um intermediário na relação jornalista-protagonista (todas as pessoas que recorrem a um assessor para fazer passar as suas mensagens para os media). Os políticos são os que mais recorrem aos assessores para melhorarem a sua “visão” perante o mundo, o simples mudar de forma de vestir ou penteado tem grande impacto junto do público. Estas pequenas alterações influenciam em muito a opinião das pessoas em relação a determinado candidato, embora este tipo de marketing passe despercebido, ao vulgo cidadão, este tem grande impacto.

Esta estratégia de comunicar está em crescimento mas sob ameaça, pois não é vista com “bons olhos” por toda a gente. Isso se deve a uma série de razões, de entre outras, estão o contexto histórico em que o marketing foi introduzido; a sua utilização para a venda de produtos com qualidade inferior; a sua aplicação em campanhas políticas de candidatos com reputação duvidosa. Como resultado, fala-se de marketing em tom pejorativo, expresso em frases como: “Tal produto não presta, é só marketing”, ou “o candidato tal é fruto do marketing”. Acontece muitas vezes por se acreditar que um produto sem qualidade necessita, obrigatoriamente, da utilização de marketing para ser colocado no mercado, enquanto que aqueles que são realmente bons não têm por que utilizá-lo. “São divulgados diariamente, em todos os veículos de comunicação, artigos e reportagens sobre marketing, quando na verdade estão tratando unicamente de estratégias de comunicação, o que leva a opinião pública a ter uma visão distorcida dos conceitos de marketing aplicados aos negócios e às organizações.” disse Douglas Zela (administrador, mestre em Administração e doutorado em Gestão de Negócios pela UFSC e professor da FAE Business School).

"Marketing nunca foi e nunca será um
salva-vidas para produtos ou
serviços mal concebidos"
Douglas Zela